7.000 anos atrás e a humanidade estava, entre outras coisas, fazendo o quê? Deixando nossa própria marca em objetos. Sim, caro(a) leitor(a)! Oleiros — aqueles profissionais que produzem cerâmica e artesanato de barro — lá na Transilvânia estavam há nada mais que 7 mil anos inscrevendo símbolos nas suas produções.

A história explica e confirma: viemos ao mundo para deixar nossa marca. Na família, nos relacionamentos, nas profissões, nas ações… E não é à toa que hoje em dia encontramos um mercado forte de empresas também querendo deixar a própria marca no mundo. Afinal, empresas são pessoas. 

Dito isso, chegamos ao ponto de partida deste post. Vamos lhe contar a história da identidade visual, mostrando as camadas mais submersas naquilo que você chama de comunicação visual do seu consultório. “De onde vem a identidade visual? Como sua ideia foi se desenvolvendo? Para onde caminhamos com essa história?”. É o que você vai descobrir agora!

História da identidade visual

Antes da criação do alfabeto como conhecemos hoje, os símbolos sempre foram muito utilizados para possibilitar a comunicação entre povos e pessoas. Lembra-se das pinturas rupestres? Pois bem, a necessidade do ser humano em compartilhar saberes é o motivador para a construção do início das linguagens.

Há 5 mil anos, as pessoas utilizam símbolos para marcar rebanho. E a medida em que o tempo foi transcorrendo, seguiam-se as indicações simbólicas para designar autoria de projetos, de pertencimento a grupos, famílias (brasões), dando a ideia de referência ou qualidade de algo ou alguém.

Mas foi no século XV que a marca começou a se tornar símbolo de competência profissional, quando pouco a pouco a ideia de propriedade em relação a determinado produto, ideia ou serviço foi tomando forma por meio dos símbolos.

A Revolução Industrial, no século XVIII, configurou-se como o estopim para o que hoje conhecemos com logo e todo o seu arcabouço de comunicação visual. Àquela época, os produtos começaram a ser produzidos em larga escala e adentravam oceanos para a comercialização mundo afora. Ou seja, ficava nítida a necessidade de agrupá-los com uma assinatura.

Padronização

Foi somente no século XIX que as empresas começaram a se atentar para a padronização das embalagens, utilizando grafismos nos seus produtos. Com a expansão das vendas, surge a inspiração para uma produção de comunicação visual não só para identificar o produto, como também transmitir o conceito da empresa. Inicia-se então a fase de comunicação publicitária e o desejo de atender aos anseios do público por meio de uma aparência agradável, inovadora e de qualidade. 

Identidade visual e Marketing

A partir da Revolução Industrial, a corrida das empresas para administrar o fluxo de produção e vendas ganhou um novo aliado: o Marketing — à época iniciado somente como um estudo de mercado. Pessoas observando onde estariam possíveis compradores para abarcar a demanda de oferta industrial de produção em larga escala.

Começou-se a pensar em como atrair e fidelizar clientes para um produto. Era necessário personificar a empresa de modo que despertasse o interesse das pessoas em seguir consumindo suas ofertas. A identidade visual ganha contorno, conteúdo e forma.

Profissionais passaram a desenvolver marcar que manifestavam a cultura, os valores e, por que não, a personalidade do negócio — o que também a diferenciava da concorrência.  As pessoas passavam a consumir não só o produto, mas também a filosofia, os ideais e a sensação de pertencimento a determinado grupo social. Consumir passou a definir o lugar que o cidadão ocupa na sociedade.

Ter para ser

Então, as empresas deixaram de oferecer produtos e ganharam destaque: passaram a vender estilo de vida. Deu início à premissa, que ainda vivemos hoje, de que é preciso ter determinado produto para ser alguém. Ter um tênis nike é estar conectado ao esporte. Beber Coca-Cola é consumir felicidade. Comer Kit Kat é dar um tempo para o prazer.

Então, as empresas seguem em busca de uma identidade visual que alinhe e comunique esses aspectos intangíveis não só para a diferenciação no mercado como para a conquista de clientes. Desejam humanizar as marcas, estreitar a conexão com aqueles que acreditam nos mesmos valores e seguimos caminhando na evolução do Marketing!

Depois de saber toda a história da identidade visual, deu para notar a importância dessa linguagem para o seu consultório? Pois então, segue o aprendizado lendo agora mesmo como a identidade visual agrega valor a sua empresa!