Cuidado, bem-estar, qualidade de vida, equilíbrio, espiritualidade, zelo, amorosidade, escuta… Seriam dezenas de palavras possíveis para retratar o universo da Psicologia e suas sutilezas.

Em meio a convites para o autoconhecimento e para o desenvolvimento pessoal que a área nos faz, é comum surgirem também alguns questionamentos entre aqueles que estão do outro lado, empreendendo o próprio consultório de Psicologia.

“Qual é mesmo o limite para as estratégias de divulgação do consultório? Até onde posso garantir a satisfação do cliente e a felicidade do meu paciente?”

São questões ligadas à interseção entre o Marketing e a Psicologia que hoje vamos abordar e ampliar o olhar. Segue a leitura!

A importância de um cliente feliz

Como já dissemos em outro post, o objetivo do Marketing é conhecer e atender aos desejos do público-alvo de um negócio. São estratégias pensadas para deixar os clientes satisfeitos ou surpresos com o produto ou serviço serviço entregue, com o local onde ele é distribuído, com o valor cobrado e, claro, para fazer com que essas pessoas saibam da existência dele.

Em outras palavras, os pontos citados acima são os 4 pilares do Marketing que já conhecemos: produto, praça, preço e promoção.

A verdade é que estar a serviço do cuidado e do bem-estar das pessoas é uma missão que exige um envolvimento não só profissional —  para além dos 4 Ps do Marketing, como também pessoal. Pede-nos clareza sobre nossas próprias motivações, compromisso com o crescimento interno, bem como entrega para ouvir o outro.

Nesse sentido, especialmente quando se trata de um negócio na área de Psicologia, é fundamental ampliar o olhar sobre essas estratégias, incluindo um quinto pilar: o porquê do seu negócio.

Qual é o seu propósito? Por que você faz o que faz?

A resposta a essas perguntas apontam para o porquê do seu negócio. E boa parte das pessoas que você atende irão se conectar a sua empresa justamente por conta do seu propósito.

Esse é o cerne da sua empresa e aspecto no qual deverá se basear para propor as estratégias de comunicação do seu negócio com ética e profissionalismo.

Guro do Marketing, Philip Kotler, por exemplo, apresentou o conceito de Marketing 3.0 cujo foco é criar empresas mais humanizadas, mais próximas dos valores do cliente, investindo na criação de vínculos afetivos.

Dez anos se passaram, novas ondas foram criadas pelas ferramentas de comunicação — às quais o mesmo autor denomina de Efeito Google, Efeito Redes Sociais e Efeito Serviço — e, então, um novo jeito de fazer Marketing (Marketing 4.0), que também reforça esse caminho de vinculação entre o pessoal (propósito) e o profissional (trabalho), ganhou destaque.

Propósito e felicidade dos pacientes

Embora não dê para garantir a felicidade dos pacientes (nem a de ninguém), é justamente na relação simbiótica entre nosso propósito e o negócio que reside um campo de possibilidades de conexão com essas pessoas.

Há uma abordagem do Marketing, conhecida como Marketing Consciente, criada pela empreendedora australiana Carolyn Tate, que propõe a orientação de todo o ciclo do negócio a partir do nosso propósito.

Nessa prática, o porquê de fazermos o que fazemos se torna a base para a tomada de decisões e, portanto, embasa também a escolha para as estratégias de comunicação do negócio.

“É a sua vocação. É pessoal.
Estude o que está quebrado e comprometa-se a consertar.
Faça algo bom. Avance a humanidade.
Desacelere. Regenere nosso planeta.
É para as nossas crianças e os filhos delas também.
Declare o propósito do seu negócio.
É a sua cola. Não a arrisque.
Construa os melhores produtos.
Engaje as suas pessoas no processo.
Deixe os seus clientes serem os jurados.
Esteja pronto, disposto e capaz de se adaptar.
Pergunte. Escute. Sirva. Cuide. Dê.”

– Manifesto Marketing Consciente,  Carolyn Tate
(traduzido e disponibilizado pelo site Review Slow Living

É um modelo que nos sugere um movimento contrário ao difundido pelo Marketing tradicional: de dentro para fora, ou seja, a partir das nossos buscas e anseios internos em oferecer o próprio trabalho é que se delineia a experiência do cliente, tornando o entorno do negócio respeitoso com nossos valores internos.

Nesse sentido, cuidar da felicidade dos pacientes se tornar algo mais simples de ser praticado possibilitado  no dia a dia. É como ter uma bússola de orientação à felicidade, tanto interna quanto à nossa volta, como nos lembra o ditado popular: gente feliz contagia.

Gostou das ideias sobre aplicação do Marketing em negócios de Psicologia? Deixe seu comentário logo abaixo neste post!