A medida que a vida profissional na Psicologia ganha forma, outras habilidades, que não são técnicas, também são requeridas. A todo instante, é preciso demonstrar capacidade de organizar agenda, aptidão para o relacionamento com cliente, boa comunicação e, não menos importante, a habilidade no trato com as finanças.

No entanto, falar sobre dinheiro nunca é dialogar somente sobre grana. O assunto sempre envolve outras áreas das nossas vidas, como autoimagem, autoconfiança, anseios por segurança, crenças limitantes e aspectos culturais. Por isso, neste post, reunimos algumas dicas para psicólogos iniciantes elucidarem todas as dúvidas para lidar com o dinheiro.

Lidando com o dinheiro

Dinheiro é energia em movimento. Diz respeito à harmonia entre o dar e o receber, presente em todas as relações sejam elas amorosas, familiares ou profissionais. Embora nem sempre ligado a aspectos monetários, o dar e receber deve estar equilibrado para que seja uma ligação sustentável.

Já parou para perceber como fica o seu clima interno quando sente que está oferecendo algo em demasia e recebe pouco por isso? Em uma rápida pesquisa às nossas memórias, provavelmente resgataremos situações em que reclamamos da remuneração que recebemos para o volume de trabalho que temos; lembraremo-nos de pleitos por tempo e atenção aos nossos cônjuges; e por aí vai.

A relação com o dinheiro não é diferente. A harmonia chega quando podemos observar com clareza o que estou oferecendo e o que recebo em troca. Cobramos em dinheiro para ajustar a balança. Agora vamos à prática!

Entendendo seu valor

De início, já apontamos a diferença entre valor e preço. Valor é a percepção do cliente sobre o serviço que você presta. Preço é quanto você cobra para oferecê-lo. Dito isso, o primeiro passo para definir seu preço é entender qual é o valor agregado do seu serviço. Aspectos como o local de atendimento, diferencial da sua formação, experiência e a demanda e procura no mercado contam na hora de compreender qual a percepção do cliente sobre aquilo que você oferece.

Calculando seu preço

Diferentemente dos pontos acima, que pedem um olhar mais subjetivo, calcular o preço mínimo para o seu trabalho é matemática básica. Inclua todos os custos operacionais (internet, água, aluguel), despesas com marketing, deslocamento e pagamento de impostos, por exemplo. Esse planejamento detalhado o ajudará a saber quanto cobrar para seus clientes.

Outra dica para psicólogos iniciantes é cobrar um percentual a cada mês para contemplar a organização financeira das férias e sua aposentadoria, ok?

O segundo passo é somar esses gastos e dividir pelo número de horas que pretende trabalhar mensalmente, ficando algo semelhante a essa equação:

  • custos operacionais R$ 1000 + despesas R$500 + impostos R$200 / 170 horas trabalhadas = R$10 reais por hora de trabalho

Lembre-se de que o resultado dessa conta é o que você deve cobrar para chegar ao ponto de equilíbrio do negócio, quando todos as despesas foram cobertas. Agora, é hora de adicionar o preço pelo seu valor, levando em conta também aquela relação entre o dar e o receber, ok?

Pesquisando o mercado

Antes de precificar seus serviços, olhe ao redor. Quanto estão cobrando as pessoas para fazer o mesmo que você? É importante analisar um cenário semelhante (localização, público, etc) àquele que atuará para obter insghts eficientes. Sabe aquela sensação de espantar clientes por causa de dinheiro? Observar o preço médio do mercado pode afastá-la!

Nesse ínterim, poderá ainda se deparar com profissionais que cobram valores muito abaixo do mercado. Importante ter noção que essa prática de preços “promocionais” pode acostumar mal sua clientela e dificultar reajustes futuras. Siga o caminho que for mais coerente.

Cobrando ao cliente

Acredite: ao fazer o percurso acima, o caminho será mais seguro para o momento de cobrar ao cliente. Com a confiança de que seu valor, preço e balança entre dar e receber estão alinhados, esse processo ficará mais simples do que possa parecer.

Leve sempre em conta também os custos para o uso das máquinas de cartão de crédito/débito, bem como os benefícios para fechamento de pacotes, como estabilidade no recebimento. Encontre a melhor forma para ambas as partes!

Reembolso do plano de saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) regulamenta que planos de saúde devem cobrir sessões de psicoterapia por ano em determinados casos. Mas se você, enquanto psicólogo, decidiu por não fazer parte da rede credenciada de profissionais dessas operadoras, outra possibilidade de atender pessoas que são amparadas por planos, é por meio da solicitação de reembolso.

Cada operadora tem um procedimento a ser cumprido e essas informações devem ser obtidas diretamente com as empresas. No entanto, uma dica para psicólogos iniciantes é ter sempre em mãos recibos e um carimbo com o número do seu registro profissional ativo. Geralmente, essa é uma das exigências dos planos para que haja a possibilidade de reembolso total ou parcial para o cliente das suas sessões de psicoterapia.

Bom, lidar com o dinheiro é sempre um assunto importante a ser tratado. E o que acha de dividir essas dicas valiosas com outros psicólogos que estão começando a carreira? Compartilhe agora esse post nas suas redes sociais!