Século XXI, era da informação e velocidade. Improvável que nesses tempos reconheçamos algum campo das nossas vidas que não foram afetados pela tecnologia, seja de modo positivo ou negativo. Para a ciência do “eu” não é diferente: das instituições de ensino até o atendimento a pessoas, pequenas inovações tecnológicas na psicologia têm alterado o modus operandi da profissão.

Desde a década de 90, pesquisas sobre cognição e comportamento, com os testes neurológicos e mapeamento do cérebro humano, trazem informações para a prática psicológica difíceis de refutar. Mas a verdade é que essas mudanças vão muito além de dados e apontam grandes impactos na relação entre psicólogo, paciente e profissão — assunto do qual falaremos neste post. Quer saber que mudanças são essas? Segue a leitura!

Inovações tecnológicas na psicologia

Além do impacto na educação, comum a todas as áreas pela facilidade na busca de informações e disponibilização de sistemas de ensino a distância, a tecnologia também apresentou inovações específicas para a psicologia. Veja só:

Equipamentos de diagnóstico

É possível coletar e avaliar dados e informações sobre os estados físico, emocional e mental dos pacientes por meio de equipamentos de diagnóstico, a exemplo de um sensor de estresse baseado na resposta galvânica da pele. Na prática, são dois eletrodos que são colocados no dedo do paciente para indicar se a pessoa está ou não sob o efeito do estresse. Esse invento está citado em pesquisas realizadas nos EUA. Embora pareça realidade distante, aponta a convergência entre tecnologia e cuidados para o ser humano.

Aplicativos

Talvez essa seja uma das maiores inovações tecnológicas que vão impactar o campo da psicologia. Isso porque há uma diversidade de aplicativos acessíveis que auxiliam o psicólogo no atendimento a pessoas que sofrem de fobias, ansiedade, transtornos obsessivo compulsivo ou para o mapeamento de emoções, por exempo. E esse é um cenário bem palpável. Em uma pesquisa na sua loja de aplicativos móveis é possível encontrar alguns deles:

  • Phobious: disponível desde 2014, esse app é baseado na terapia de dessensibilização sistemática por meio da exposição à fobia virtualmente. Foi projetado para ser utilizado como complemento às sessões de psicologia;
  • Igrade para psicólogos: a intenção do app é facilitar a organização e gerenciamento de dados. Na prática, o uso efetivo engloba a administração das citações, anotações de pacientes e resultados;
  • Cogni: aplicativo para registro de emoções, pensamentos e ações que foram tomadas a partir da emoção. A intenção é revelar padrões de comportamento que podem ser trabalhados na sessões de terapia;
  • MindShift: é um treinador voltado para adolescentes e jovens adultos lidarem melhor com a ansiedade. Propõe mudança de mentalidade e propõe medidas para o enfrentamento das consequências dessas crises, como o pânico e insônia;
  • Calm: um dos vários aplicativos de meditação para iniciantes com meditações guiadas entre 3 e 25 minutos e orientações para o encaixe do exercício na rotina. Há versões pagas para quem deseja seguir para os níveis intermediários e avançados.

Atendimentos a distância

A internet vem encurtando distâncias não só nas relações pessoais. Profissionais das mais diversas áreas vem ampliando seu mercado de atuação por meio de softwares que permitem uma troca em tempo real de olhares, palavras e — por que não —  presença. Você já deve ter, inclusive, utilizado algumas dessas ferramentas: Skype, Zoom, Whatsapp, Google Duo etc.

Hoje em dia, uma conexão rápida de internet e já possível receber atendimento terapêutico por meio desses softwares. Obviamente, nem todas as pessoas gostam e consideram a prática eficaz para a própria realidade. Mas a verdade é que o modo virtual de trabalho permite que pacientes possam acessar o profissional com mais facilidade, reduz os custos para ambos (deslocamento, água, energia elétrica, etc) e encurta distâncias geográficas. Para outros, é prática fundamental.

Estamos cada vez mais velozes em termos de acesso à informação e inovação. Nunca tivemos tanto acesso à escolha de caminhar cotidianamente para o novo. No nosso dia a dia, já podemos perceber as possibilidades de aplicação das inovações tecnológicas na psicologia, não é mesmo? Aquelas que trazem mais praticidade, conforto e alegria. Vale destacar que nem toda novidade será adequada para todo modo de trabalho ou invariavelmente trará benefícios para os seus pacientes.

Como já dissemos acima, a tecnologia pode estar em dois pólos: a serviço da nossa missão ou prestando desserviço para essa tarefa. Que caminho você tem escolhido? Conta sua opinião para a gente, deixando seu comentário abaixo!